Da Página do MST



Nesta segunda-feira (24/02), movimentos sociais, sindicatos e entidades da sociedade civil do Alto Sertão de Sergipe se reuniram na cidade de Monte Alegre para debater a construção do Plebiscito popular na região.

Participaram representantes do MST, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), do Sindicato dos trabalhadores rurais, do Sindicato dos Servidores Públicos, do Levante Popular da Juventude, da Comissão Pastoral da Juventude Rural, das igrejas, do Conselho Municipal da Saúde de Monte Alegre e do Centro de Formação em Agropecuária Dom José Brandão de Castro.

Sistema político excludente

“As grandes mobilizações de junho de 2013 mostraram a profunda rejeição do atual sistema político pelo povo brasileiro”, afirmou Damião Rodrigues, militante do MPA. De fato, 273 dos 594 parlamentares eleitos em 2010 são empresários, e 160 deles integram a bancada ruralista, que defende os interesses do agronegócio.

Ao mesmo tempo, setores maioritários dentro da sociedade estão sub-representados ou sem representação dentro do Congresso.

É o caso da classe trabalhadora, das mulheres, da juventude, da população negra e indígena. “O financiamento privado – e oculto – das campanhas eleitorais reforça a exclusão da classe trabalhadora. Quem paga as campanhas dos candidatos são os bancos e as grandes empresas”, disse Damião.

Por isto, segundo o militante, só o financiamento público das campanhas poderá abrir espaço à participação popular nas instituições políticas.

A discussão enfatizou a necessidade de massificar a bandeira do Plebiscito, vinculando a necessidade de fazer uma reforma política às necessidades da população do Alto Sertão de Sergipe.

De acordo com Ildo Siqueira da Silva, militante do MST e do Levante Popular da Juventude, “os movimentos tem que explicar que a reforma política é a mãe das reformas estruturais indispensáveis para atender às necessidades do povo. Não dá para fazer a Reforma Agrária, a reforma tributária, melhorar o sistema público de educação e saúde com um Congresso dominado por latifundiários, representantes dos bancos e empresários.”

Curso de Formação

Para cumprir estes objetivos, as organizações presentes montaram um comitê, que terá como tarefa coordenar a campanha na região. O próximo passo será a organização, nos dias 11 e 12 de Abril, de um curso de formação que juntará 80 militantes do Alto Sertão sergipano.

“Depois, será a hora do trabalho de campo, do debate com a população”, afirmou Damião. O trabalho de base durará até setembro, mês da organização do Plebiscito em todo o país.