Por
Geanini Hackbardt
Para Página do MST

Foto: Pilar Oliva

Representantes do Ministério da Saúde participaram, na quarta-feira (12/02), de um café da manhã no VI Congresso, a convite do Setor de Saúde do MST. Os médicos do Movimento formados em Cuba e na Venezuela também estiveram presentes, expondo as principais dificuldades para seu trabalho nas comunidades em que atuam.

Para Edinei Batista, médico formado em Cuba que atua no Assentamento Estrela, no Paraná,“a política nacional de saúde é um poema no papel, mas na prática, o financiamento gestado pelas prefeituras inviabiliza sua efetivação. Muitas vezes os recursos são terceirizados, as empresas aplicam parte no atendimento e o restante embolsam junto com os gestores municipais. Por isso, realizamos atendimentos nas escolas, nas igrejas, sob árvores, enfim, onde há espaço.” Eles também ressaltaram que na política de saúde rural não há prioridade para áreas de reforma agrária e cobraram a inclusão de um plano a longo prazo.

Além disso, destacaram a importância de desburocratizar os processos de revalidação do diploma tirado no exterior e avançar na formação de cuidadores populares que trabalhem com práticas integrativas e medicamentos naturais, produzidos localmente. “A revalidação ainda está nas mãos conservadoras do conselho de medicina, que insiste em criar entraves para nossa atuação aqui. O MEC deveria se responsabilizar pelas provas, não uma organização corporativa como esta”, avalia o médico.