O tempo bate forte e contundente no peito daqueles que estão inquietos... É tempo de andarmos firmes e convictos, unindo vozes ditas ou não ditas (na timidez do silêncio), juntando mãos, pés, olhares, frontes, sonhos, perspectivas e caminhos. É tempo mais do que nunca de nós!

Nos últimos anos temos feito sentir nossa presença de forma mais organizada dentro do MST. A juventude que sempre esteve na linha de frente das lutas, começou a olhar mais para si, buscando debater os seus desafios, questionar, combater, integrar, fortalecer, organizar a luta e a participação onde estamos.

Nossa Jornada Nacional da Juventude do MST está se consolidando cada vez mais com uma tarefa do conjunto da nossa organização, em especial, a partir das escolas. Em 2011, vários estados conseguiram mobilizar uma grande parte dos nossos jovens e fazer diversas atividades, desde estudo, debates, oficinas de teatro, desenho, pintura, fotografia, artesanato, capoeira, música, rádio, estêncil, painéis, cinema da terra, e lutas por escola e direitos.

Estamos assumindo nosso papel protagonista desta Jornada, debatendo, expondo, mas também organizando, planejando, propondo temas e metodologias. Temos que sem terra! nos desafiar cada vez mais, não podemos e nem queremos que façam as coisas por nós. Precisamos fortalecer nossos coletivos de jovens, conspirar e colocar toda nossa rebeldia na construção de um mundo melhor para todos e todas.

Esta jornada é um espaço importante para discutirmos sobre nossa realidade, para fazermos ouvir nossa voz, refletir sobre qual é o nosso espaço dentro do MST, nas escolas. É um momento de refletir sobre temas que fazem parte de nossa vida no campo e da nossa organização.

E claro, é tempo de agitação, mobilização e organização de ações concretas para fortalecer a luta. E assim motivar e garantir que a organização da juventude aconteça durante todo o ano e em todas as atividades do movimento.

O presente jornal apresenta elementos e provocações sobre alguns temas para estimular e alimentar a nossa participação e ajudar no debate nas escolas e nos grupos e coletivos de juventude nos assentamentos e acampamentos.

Vamos reunir a juventude de todos esses espaços, e onde não existirem vamos criar, debater e se organizar!

Mais textos sobre a 3ª Jornada da Juventude Sem Terra:


Desafios do trabalho no campo

Luta é quem muda, o resto só ilude

Ser solidário é ser humano

Educação para quê e para quem? 

Eu quero é Luta! 

Por que a tecnologia não chega no campo?

Abaixo, veja o jornal em PDF

 

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