O MST promove uma jornada com a juventude de assentamentos e acampamentos entre 8 e 12 de agosto.
Participe!

 

O especial da Jornada da Juventude Sem Terra apresenta elementos sobre esses temas para estimular, alimentar e ajudar no debate nas escolas e nos grupos de jovens dos assentamentos, que tocam as tarefas na área da produção, da educação, da juventude, da cultura, da comunicação e tantas outras que fazem parte do processo permanente de construção do nosso Movimento.

Reúnam a juventude de todos esses espaços e façam uma discussão sobre a situação e desafios da nossa juventude. Quais os principais problemas que a Juventude Sem Terra enfrenta? Como é possível enfrentá-los coletivamente? Como podemos nos organizar e fazer as lutas dos jovens acampados e assentados?

Não podemos perder a hora nem as oportunidades! É tempo de teimosamente avançar de mãos dadas (como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade) com punho erguido e peito aberto à vida que se quer construir.

O tempo bate forte e contundente no peito daqueles que estão inquietos... É tempo de andarmos firmes e convictos unindo vozes ditas ou não ditas (na timidez do silêncio), juntando mãos, pés, olhares, frontes, sonhos, perspectivas e caminhos. A ausência de alguém pode causar fortes estrondos no amanhã que chega. É tempo mais do que nunca de nós!

É tempo de debater arduamente os desafios da Juventude Sem Terra no momento histórico, apontar caminhos e viver experiências, combater, integrar, fortalecer, organizar a luta e a participação. Um momento propício para aprofundar discussões e temas pertinentes ao cotidiano da vida e sua íntima ligação à luta mais ampla.

O momento de refletir sobre temas como trabalho e renda, a auto-sustentação da juventude em áreas de assentamentos, a cooperação, os impactos dos agrotóxicos e suas consequências para a saúde humana e o meio ambiente, a urgência de viabilizar não somente experiências isoladas em agroecologia, mas a produção de alimentos sadios. Além disso, a necessidade de uma educação de qualidade e de caráter liberador, uma educação de classe, elementos que fazem parte da nossa campanha contra o fechamento das escolas do campo.

Não podemos ignorar também as artimanhas de uma cultura promovida e estimulada pelo sistema capitalista, com uma fina intencionalidade de amortecimento de consciências, em contraposição à urgente necessidade de construir uma cultura revolucionária e dar um novo significado à nossa própria cultura raiz.

Esses temas perpassam o debate da Juventude Sem Terra, que nas suas jornadas com um caráter de agitação, mobilização e organização busca instigar a discussão dos nossos desafios no MST, bem como realizar ações concretas para fortalecer a luta da Reforma Agrária Popular e de toda a classe trabalhadora.


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