Nós mulheres da Via Campesina, na Jornada Nacional de Luta das Mulheres – 2011 estamos nas ruas para denunciar a extrema gravidade da situação do campo brasileiro. Queremos reafirmar com nossa luta que não nos subordinaremos ao modelo capitalista e patriarcal de sociedade, concentrador de poder, de terras e de riquezas.

A pobreza tem cara de mulher. No Brasil são as mulheres e as crianças pobres que mais sofrem as consequências desse modelo devastador do meio ambiente e dos direitos sociais.

A vida está ameaçada!

Por isso, estamos em luta contra o agronegócio e os agrotóxicos para defender nossa cultura, nossa terra, o meio ambiente e a nossa saúde! As gerações futuras dependem da nossa ação!

A luta das mulheres da Via Campesina é contra as empresas do setor de produção e utilização de venenos e agrotóxicos. Por quê?

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos em todo o mundo desde 2008 e movimenta um lucro de 7, 1 bilhões de dólares. Em 2008 o país consumiu 733,9 milhões de toneladas de venenos.

O responsável é o agronegócio, que é formado pela combinação entre latifúndio, ciência e tecnologia, capital financeiro, indústria química e metalúrgica, financiamento público e mídia. Baseado na produção em forma de monocultura.

O agronegócio é o novo rosto do latifúndio.

Mantém a mesma lógica de produção em grandes extensões de terras - para isso, concentra cada vez mais - péssimas condições de trabalho, devastação dos recursos naturais, trabalho escravo e produzir para exportar.

Essa lógica produtiva provoca a expulsão do campesinato e de populações tradicionais das suas terras, a contaminação dos trabalhadores e trabalhadoras e o aprofundamento da crise ambiental e das mudanças climáticas. Esse atual modelo de desenvolvimento para o campo visa manter um padrão de produção e de consumo ambientalmente insustentável e socialmente injusto.

A vida no campo e a produção de alimentos estão ameaçadas com o desaparecimento de sementes crioulas, a perda de biodiversidade e a ameaça a segurança alimentar em virtude da liberação comercial de cultivos transgênicos, do uso de agrotóxicos e da expansão das monoculturas de exportação.

Além disso, o controle da cadeia produtiva alimentar pelas grandes transnacionais ameaça a soberania alimentar e a saúde da população Esse modelo de desenvolvimento é devastador e causa sérios problemas sócio-ambientais.

Por isso, nos mobilizamos para enfrentar a crise política, econômica, social e ambiental, criada pelas elites que controlam o Estado brasileiro: o capital produtivo, o capital financeiro internacional, ambos representados por empresas transnacionais em particular as empresas do agronegócio e o latifúndio.

Saiba mais sobre a jornada

O Brasil na contramão da história: um celeiro para os agrotóxicos

Os efeitos dos venenos na vida das mulheres

Estado e governos financiam comércio de venenos agrícolas

O que queremos com a jornada de lutas das mulheres

Jornada denuncia violência dos homens contra as mulheres

Saiba os compromissos das mulheres camponesas

Vídeo: Jornada do Dia das Mulheres Camponesas

Veja o cartaz da jornada das mulheres em alta definição

Baixe e divulgue o panfleto da jornada das muheres

Jornal especial do MST do estado de São Paulo sobre agrotóxicos

Leia mais notícias sobre os agrotóxicos

Vídeo: Ocupação das mulheres do pátio da Braskem, no Rio Grande do Sul.

  

 

 

11/3

Sem Terra participam de ato das mulheres em São Paulo

Jornada das mulheres do Pará termina com bloco na rua

10/3

Mulheres protestam contra prejuízos causados pela Vale

4/3

Protesto das mulheres na Aracruz completa 5 anos

Vídeo sobre ação das mulheres no Rio Grande do Sul

Mulheres ocupam Incra em São Paulo

Jornada mobiliza 10 estados contra agrotóxicos

"Comemos o que nos dizem as empresas do agronegócio"

3/3

Jornada mobiliza 10 estados contra agrotóxicos

Mulheres paralisam rodovia no litoral de São Paulo contra indústria dos venenos

Via Campesina denuncia riscos de usina de Urânio no Ceará

Mulheres em marcha promovem atividades no Espírito Santo

Veja vídeo sobre o protesto das mulheres na Braskem

Camponesas protestam contra pulverização de agrotóxicos

Alunos ocupam prefeitura de Madalena por transporte

Mulheres camponesas fazem marcha em Minas Gerais

O veneno é a cara do agronegócio

 

2/3

Jornada mobiliza nove estados contra agrotóxicos

Via Campesina reúne 500 mulheres contra agronegócio em Santa Catarina

Mais de mil mulheres marcham no Ceará contra os agrotóxicos

Informativo do Ceará: Mulheres da Via Campesina na luta contra a usina de urânio e fosfato em Santa Quitéria

Mulheres camponesas ocupam BNDES no Rio de Janeiro

Governo do Ceará recebe comissão do MST

Cerca de 500 mulheres da Via Campesina se reúnem em SC
 

1/3

Mulheres protestam em frente ao Palácio da Justiça no RS

Mulheres fecham a ponte entre Juazeiro e Petrolina

Acampamento reúne mil mulheres contra agrotóxicos em SE

Mulheres camponesas fazem protesto na Braskem no RS

Mulheres trabalhadoras do RS lançam manifesto

28/2

Mulheres da Via Campesina ocupam Incra em Recife em defesa da Reforma Agrária

Famílias Sem Terra ocupam latifúndio contra despejos em Minas Gerais

25/2

Mulheres do MST realizam mobilizações em São Paulo

Mulheres do MST no Pará colocam bloco de carnaval na rua